“A Anvisa diz que tem controle sobre o sangue, então não faz sentido restringir”

Novas regras mantêm proibição de gays doarem sangue

Felipe Maia e Diego Junqueira, do R7

Trecho: ”(…) José Carlos Veloso, vice-presidente do Gapa-SP (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids), se a Anvisa tiver um controle rigoroso do sangue doado, não é necessário restringir os homossexuais nem aqueles que tenham tatuagens ou mais de um parceiro.

– A Anvisa diz que tem controle sobre o sangue, então não faz sentido restringir, porque isso só reforça o preconceito sobre essas pessoas. Tem muito homossexual que não é soropositivo, que pratica a fidelidade e que usa preservativo. Não é nivelando por baixo que se resolve essa questão.

Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ong/Aids do Estado de São Paulo, diz que a restrição deveria ser retirada, pois ela “estigmatiza muito mais essa população”.

– Temos que trabalhar com a inclusão e não com a exclusão. Isso com certeza é uma forma de preconceito e não pode estar contextualizada dessa forma, pois hoje a Aids está em todas as camadas sociais e não apenas nesse grupo.

Mario Angelo Silva, coordenador do Polo de Prevenção de DST/Aids da Universidade de Brasília, também é contra a proibição. Ele aponta que, em vez de eliminar esse grupo, o governo deveria investir em testes mais seguros para a doação de sangue. O momento da doação, diz ele, poderia inclusive servir para que os doadores recebessem aconselhamento sobre práticas sexuais seguras e prevenção à Aids.

Para ler matéria na íntegra, clique aqui.

Sobre Welton Trindade

Brazilian gay.
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2 respostas para “A Anvisa diz que tem controle sobre o sangue, então não faz sentido restringir”

  1. Roberto Morauer disse:

    Olá a tod@s,
    Partilhando uma experiência;
    A última vez que fui tentar doar sangue em Blumenau aconteceu um fato que me deixou muito indignado. Durante a entrevista prévia para a doação surgiu a pergunta sobre minha vida sexual. Quando a profissional do banco de sangue soube que eu era homosexual me disse que eu não poderia fazer doação. Argumentei que vivia um relacionamento estável há 14 anos. Mesmo assim não seria possível. Perguntei se seria possivel doar sangue se eu fosse um heterosexual casado a 14 anos. Recebi a irônica resposta que sim. Argumentei mais algumas coisas mas a pessoa estava irredutível. Até o momento em que ameacei de abrir um processo judicial sobre o caso, pois, segundo nossa constituição eu era um cidadão “dentro da lei”. Então fui autorizado a fazer a doação. Fiz os procedimentos necessários, mas, infelizmente, “não encontraram uma veia possível de receber a potente agulhada que me tiraria o sangue…” Quero voltar ao banco de sangue e continuar a polêmica doação…
    Abraços,
    Beto

  2. marcelo diniz disse:

    Tudo que leio e acho importante para a população lgbt, eu indico portanto gostaria de indicar : O LAÇO DO PASSARINHEIRO, um livro que tem a missão de provocar . . .
    Este livro sensivel e picante relata com detalhes a vida de um garoto de programa.
    O LAÇO DO PASSARINHEIRO.
    EM:WWW.CLUBEDEAUTORES.COM.BR
    POR:Marlon de Albuquerque.

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