
Você também se sente humilhado pelo fato de nós gays, homens bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) não podermos doar sangue? Você, mesmo sendo heterossexual, lésbica ou mulher bissexual, vê o quanto é a absurdo e preconceituoso esse veto? Então, vamos agir!
Até 2 de agosto de 2010, o Ministério da Saúde, que passará a cuidar da doação de sangue no Brasil (tirando essa atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa), recebe sugestões da sociedade sobre o tema. Está-se falando de uma consulta pública, um mecanismo usado pelo governo para que ele veja o que as cidadãs e os cidadãos têm a dizer sobre algum assunto. E temos muito a falar, não é mesmo?
O objetivo do Estruturação – Grupo LGBT de Brasília é, por meio da campanha Mesmo Sangue. Mesmo Direito, provocar a mobilização de todos e todas nós para que participemos dessa consulta pública. Não podemos perder essa oportunidade concreta de mudar a atual regra discriminatória que rege a doação de sangue no Brasil.
Navegue pelo site da campanha, veja argumentos nossos e de cientistas a respeito, exponha seus conhecimentos e opiniões sobre o tema e participe dessa consulta pública, que trata, formalmente da Portaria do Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos.
Você pode pensar: “Ah, não vou participar porque não tenho nada de novo a acrescentar”. Pois tem sim! Quanto mais pessoas participarem defendendo o fim da proibição, mais as autoridades responsáveis verão que não é mais possível preservar as atuais regras, que o estabelecido hoje estigmatiza e segrega milhões de gays, homens bissexuais e outros HSH.
A portaria é bem extensa e faz referências a muitos aspectos. Focamos o seguinte:
Artigo 31 – Para a seleção de doadores devem ser adotados medidas e critérios que visem à proteção do receptor.
§ 11 – Em situações de risco acrescido vivenciadas pelos candidatos devem ser observados os seguintes critérios:
IV – considerar inapto temporário por 12 meses o candidato a doador de sangue que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo nos últimos 12 meses:
d) homem que tenha tido relação sexual, oral ou anal, ativo ou passivo, com outro homem;
Para colaborar, clique aqui, faça seu cadastro (parte de cima do site) e siga as orientações.
Façamos valer a cidadania.




A proibição é totalmente absurda. Sempre achei que fosse caso de uma discriminação absoluta, mas nem é coerente a questão de barrar quem tenha feito sexo nos últimos 12 meses. Vamos acompanhar: em 12 meses, um homem heterossexual pode mandar relações com dezenas e dezenas de mulheres, e uma ou várias pode(m) estar com alguma DST, e sem terem feito uso de qualquer preservativo (dependendo da faixa de idade, isso é ainda mais provável). Se em 12 meses um homem homossexual fez sexo apenas uma ou duas vezes, ainda que responsavelmente, ele é proibido de doar sangue, ao passo que o heterossexual do primeiro caso não o é. E supondo que o componente “vergonha” faça o primeiro mentir na entrevista de doador, e supondo que a boa vontade faça o segundo ser honesto sobre sua orientação sexual, tudo mais se complica. Estamos lidando com seres humanos, todos iguais, e adotar marcadores de seleção tão discrepantes e arbitrários só gera mais e mais problemas. Então venho junto com essa campanha pedir a remoção desta cláusula completamente estúpida e sem a mínima razão de ser!
Super apoio a mobilização! Acho ridícula, infundada e diria até inconstitucional o veto, afinal, mesmo sangue, mesmo direito. Os gays já passam por tantas situações constrangedoras pela própria sociedade e agora além do Estado negar ou não assegurar alguns direitos básicos que são inerentes à qualquer ser humano, ainda irá o mesmo dificultar a doação de sangue de homossexuais! Isso é a gota d’água, o que só confirma que ainda vivemos num país de visão restrita e preconceituosa. Demonstro aqui a minha indignação, pois me sinto diretamente atingida.
Quero ressaltar que também já fui proibido de doar,por ser “gay”,quando houve uma campanha na empresa onde eu trabalhava,lembro que me senti muito mal,e tive vontade de abrir um processo contra o dito órgão que me proibia de doar.
Qual a diferença em relação a comportamento sexual nosso,e dos ditos “heteros”,o indice de contagio tanto por hiv,quanto de doenças sexualmente transmissíveis,não é diferente nas duas classes impostas pela sociedade.
Pode ser por isso que os bancos de sangue,vivem sem sangue.
Se nós gays,não podemos doar,eles héteros em sua maioria também não podem,até porque todo mundo sabe,que os héteros,transam sem camisinha,seja com suas mulheres,e tambem conosco quando acontece,eles querem sempre sem a proteção.
Então que o Ministério da Saúde veja bem o critério errado usado por pela Anvisa.
Ou que se possivel possamos fazer como a campanha ficha limpa,e mover um abaixo assinado e mobilizar a todos pra que isso mude.
É isso galera,essa é minha opnião,e contem comigo pra fortalecer essa campanha.
abç a todos.
SOU DO INTERIOR DE SP,CLASSE MEDIA BAIXA,SEMPRE QUE POSSO FREQUENTO ACADEMIA,SOLTEIRO TENHO 19 ANOS ESTUDO TRABALHO E ATUALMENTE ESTOU NO TIRRO DE GUERRA NAO USO DROGAS E NEM BEBIDAS ALCOLICAS.ME CUIDO EM TODOS OS SENTIDOS ,ESTOU CONHECENDO OUTRO HOMEM D 35 ANOS ELE É ESPANHOL DE CLASSE MEDIA ALTA .
SOU DOADOR DE SANGUE DESDE OS MEUS 18 ANOS ,POREM SEMPRE QUE DOU SANGUE,TENHO QUE ME PASSAR POR HETERO FALAR QUE SOU HETERO SOLTEIRO!ISSO É REBUGUINANTE PORQUE QUAL A DIFERENÇA DO SANGUE D UM HETERO E UM HOMOSSEXUAL??E SE A PESSOA NAO SE CUIDA INDEPENDENTE D QUAL RELACAO ELA VENHA ESTAR VIVENDO ELA ESTA SUJEITA OU NAO AS DOENÇAS ,ISSO É UMA ATITUDE DE SE CUIDAR OU NAO ,E NAO TEM A VER COM SUAS PREFERENCIAS SEXUAIS .MAIS A MINHA MAIOR INDIGUINAÇAO É ATE QUANDO??PQ A HOMOSSEXUALIDADE ASSUSTA TANTO??É PELO FATO DESTA FORMA DE SE RELACIONAR (H E H / M E M)NAO PROCRIAR??MAIS EU PERGUNTO E O TANTO DE CRIANÇAS JOGADAS NAS RUAS NAS PERIFERIAS DAS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS E MUNDIAS QUEM CUIDA??SERA QUE UM DIA O PRECONCEITO CONTRA A HOMOSSEXUALIDADE TERA FIM??POREM CONCORDO QUE CERTOS HOMOSSEUAIS NAO SE DAO AO RESPEITO ,MAS NAO PODEMOS GENERALIZAR E DIZER Q TODO HOMOSSEXUAL É VIADO,PROMISCUO,VULGAR E FUTIL.
QUE DEUS ILUMINE A CABEÇAS DAS PESSOAS INDEPENDENTE DE CLASSE SOCIAL PARA QUE ELAS INTENDAO AS ESCOLHAS E PREFERENCIAS DE SEU SEMELHANTE SE NAO CONCORDAO OK ,MAIS PELO MENOS RESPEITE .A VIDA É MUITA CURTA PARA QUERER OBRIGAR UMA PESSOA A SER O QUE ELA NAO É O QUE NAO ESTA DENTRO DELA .OUSE SER FELIZ DESDE QUE VOCE NAO DESRESPEITE NINGUEM .
Absurdo ,simplismente absurdo!
Oi, gostaria de lhe comunicar, e pedir uma autorização para a utilização das informações dadas por você aqui.
Em meio a buscas, achei essa materia, e a incorporei a meu site.
Se tiver algum problema, venho atravez desta, lhe pedir desculpas.
E peço que me comunique, para que se necessario retirar a materia do mesmo.
Atenciosamente.
Olá,
Todos os textos de autoria da campanha podem ser usados desde que citada a fonte. Aliás, nossa causa só ganha com mais divulgação. Vamos nos somar contra esse veto discriminatório!
Menores de idade também podem participar dessa campanha?
Claro, Ozznofa,
Podem participar sim. Faça seu cadastro no site do Ministério da Saúde e participe.
Se menores podem participar, o que devo informar em “Instituição/Órgão” e em “Telefone”, visto que esse último não é o de uso pessoal mas sim profissional?
De qualquer forma, fico grato pelo trabalho e empenho de vocês em relação a todos os GLBTTs como eu!
Há alguns anos atrás eu e meu namorado fomos doar sangue sensibilizados pela situação que o banco de sangue de Brasília enfrentava no momento. Fomos colocados numa situação extremamente constrangedora. Eu não pude doar porque tinha colocado um piercing recentemente… tudo bem… nem questionei devido as explicações que a enfermeira havia me dado. Mas quando meu namorado voltou da sala de entrevista dizendo que não haviam deixado ele doar sangue pelo fato de ser gay, fiquei muito indignado e fomos questionar a situação com a direção do hemocentro. Meu namorado havia respondido o questionário assumindo sua situação de homossexual. Quando a enfermeira leu, foi chamar um médico. O médico ainda deu lição de moral no meu namorado, como se as relações homossexuais fossem patológicas. Quando fomos conversar com a diretora do hemocentro, no primeiro momento até senti um alívio, pois eu a conhecia da faculdade de artes. Pensei comigo mesmo “ainda bem que ela tá aqui… deve ter a cabeça mais aberta por ser da área de artes”… mas me enganei. Ouvi da boca daquela mulher uma explicação sem pé nem cabeça, baseada num preconceito nojento e horrendo… procurei denunciar o caso na ouvidoria do ministério da saúde, mas nunca obtive uma resposta. Entrei em contato com o Estruturação… me informaram que haveria uma manifestação contra este veto e que me avisariam por e-mail. Fiquei na espera. Porém só fiquei sabendo da manifestação através dos jornais. Eu e meu namorado tivemos um relacionamento de cinco anos. Hoje estamos separados, mas na época tínhamos uma relação monogâmica… ainda tentei argumentar isso com a diretora do hemocentro. Mas ela foi irredutível. Espero que esta campanha possa romper com este absurdo. O que eu puder ajudar é só entrar em contato. Grande abraço! Alberto
Olá! Sou jornalista e estou fazendo uma matéria sobre o assunto. Acho a campanha uma ideia ótima e gostaria de saber o restulado obtido por vocês. Grato pela atenção.
Acabei de saber sobre esse absurdo e desde ja estou fazendo minha parte!